quarta-feira, 1 de abril de 2009

Adeus, meu guioza...

Foi com muita tristeza que no ultimo domingo, apos cerca de 20 minutos subindo e descendo a estreita rua repleta de barraquinhas de comida na feira da Liberdade, descobri que fecharam a barraca que vendia o melhor guioza que ja provei.
Apos o choque inicial da decepcao (afinal, fui la apenas para isso... lojinha de japones a gente ve em qualquer lugar de Sao Paulo), me senti como um daqueles garotos orfaos, abandonados a propria sorte... primeiro veio a negacao (subi e desci novamente a rua)... depois, a raiva (pobre da orelha do dono da barraquinha, onde estiver)... mas por fim me resignei.
Acabei perguntando para os vizinhos da antiga barraca o porque de eles nao estarem mais ali. A resposta foi fraca e direta: "Perderam a licenca". Ignorancia realmente e felicidade... agora vou passar um mes pensando no que e que colocavam dentro daquele guioza.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Quase como a gente

Já que o Felipe passou a bola, aceito e escrevo - aviso que com acentuação à l'ancienne, que eu ainda não aprendi as regras novas...

Eu lembro de um cartum do Quino - sempre ele! - falando sobre diversas culturas: todo mundo tem uma dança típica, uma comida especial, um jeito de demonstrar carinho...O mundo é parecido com a gente. Aí ele adiciona o seguinte: "seremos evoluídos quando dissermos que nós é que somos parecidos com eles". 

Em teoria, os ingleses não são nada parecidos com a gente: a comida é diferente, o clima é diferente, o modo de ver TV e ler jornal é diferente. Símbolos que a gente acha comuns, eles não reconhecem: para eles, por exemplo, Páscoa é época de ver narcisos nascendo, não de coelhinhos e muito menos de ovos gigantescos de chocolate. É de dar nó.

Ver TV sem dublagem ou legendas é uma experiência engraçada. Mais engraçado ainda é explicar que no Brasil as novelas tem só oito meses de duração. Para os ingleses, isso é praticamente uma minissérie. Novela boa lá dura vinte anos... no mínimo!

(foi quando eu prometi nunca mais me queixar da Glória Perez. Já imaginou ter que aturar duas décadas de O Clone?) 

Mas existem coisas que acabam nos unindo: seja o futebol ou o churrasco no fim de semana (mesmo que o churrasco deles seja composto de kebabs, salsichas e salada), o gosto pelo que é doce ou a incrível capacidade de fazer piada com políticos. No fundo, eles são como a gente, só varia mesmo o cardápio...


terça-feira, 24 de março de 2009

O mundo Espelho

Certo... antes de mais nada peco desculpas pela falta de acentos e cedilhas. Meu teclado (maldito) nao possui estes acessorios tao uteis para a gramatica portuguesa, por isso espero que me perdoem.
Assim que recebi o e-mail repassado (... agora fica sem hifen?) para mim, da Thais, sobre o Correio Quente, senti uma leve indireta ao ler meu nome boiando no corpo da mensagem. Algo me dizia que eu deveria escrever algo aqui... e logo! Infelizmente, minha conexao com a Internet naquele pais era tao confiavel quanto o Lula em seus discursos... e o que escreveria entao, escrevo agora.

A melhor coisa de se estar em um pais estrangeiro e comparar quao similares e diferentes podemos ser. Um escritor de ficcao uma vez detalhou isso como o "mundo espelho". Voce olha para algo que nao existe em seu pais de origem, mas automaticamente a liga com algo corriqueiro e comum... como uma imagem levemente distorcida de algo tao conhecido.
A visao de um solitario (porem amedrontador) alemao tomando uma caneca de cerveja quente na frente de um Beergarten remete ao sempre camarada e alegre seu Ze, entornando um rabo-de-galo no primeiro banco daquele buteco da esquina. Num domingo qualquer, o senhor de roupas sobrias, impecaveis (apesar da meia puida), tomando um unico cafe a frente do Recoleta por quase 30 minutos enquanto le seu jornal matinal e tao classico la naquelas terras quanto o tiozao vestido como um atleta, munido de seu inesgotavel Gatorade (quente) e secando qualquer transeunte femea de tras de seus oculos Ambervision, no Ibirapuera.
Seja a figura carimbada do seu bar ou o gaviao cacando, cada lugar tem o seu, ao seu estilo, a sua maneira. Isso tambem se reflete em coisas, lugares... ate mesmo situacoes. Nao ha o que possa criar uma situacao mais constrangedora e perigosa quanto comparar Pele a Maradona se voce estiver na America Latina... a nao ser que voce mencione o nome Hitler na Alemanha, Suica, Austria, etc.
O que tem me assustado recentemente e presenciar o que isso causa a programas televisivos. Um filme, ou serie, e gravado em seu pais de origem e depois repassado para outros paises, que tentam lhe dar uma cara mais... amigavel? Talvez habitual? Em certos casos, apenas dublar o pobre personagem para o idioma nativo nao e suficiente, chegando a extremos de mudar ate mesmo a entonacao original, criando criaturas comicas e absurdas.
Juro que nao ha discriminacao minha no que vou dizer agora... mas Indiana Jones era tao afetado em frances que parecia uma flor. Ja em italiano, fazia tantos Ohs e Ahs que achei ate que estava vendo um pastelao. Em alemao nem vou falar nada, ja que as vezes me confundia sobre quem era o nazista.
Mas pior mesmo e ter de ler certos titulos de filme e series em espanhol. Meu favorito, Dexter, se tornou "Un amable assessino". Ja o filme Duro de Matar 2, "Todavia Mas Duro!". Pombas, isso ate acabou com minha vontade de ver o filme. Depois, os argentinos nao sabiam porque eu ria toda vez que conversavam sobre a serie OC. Por la, eles pronunciam "ossssse", da mesma forma que um mineirim com a lingua presa falaria "voce".
Tenho certeza de que o Luiz e a Anna devem ter livros a escrever neste tema.

obs: Passei a bola!!

domingo, 22 de março de 2009

Auto-explicativo

Publicando alguma coisa aqui.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Lost Beatles Interview

Listen to the lost Beatles interview that was found these days in south London. (Read the story here.)

It's available in the BBC iPlayer: http://www.bbc.co.uk/radio/aod/networks/radio4/aod.shtml?radio4/musicfeature#

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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Será que agora vai?

Li que hoje foi anunciada a aprovação de novas normas ortográficas para o português. Depois de quase vinte longos anos de discussão, e com a assinatura de apenas três países lusófonos, novas normas vão começar a valer.
É reamente muito democrático que apenas três países bastem para aprovar uma coisa tão importante dessas! E, para além do que os "outros países restantes" (são 8 ao total) pensam, acho no mínimo estranhas as novas regras. O fim do trema é uma das coisas que mais me entristece, lingüisticamente falando. Este "tremelicar" do "u" é bastante charmoso, graficamente inclusive.
Saramago disse que vai continuar escrevendo como sempre - que se virem os revisores, disse. Mas para quem usa a língua como matéria-prima (ah, o hífen terá novas regras!), a coisa é menos simples. Me lembra a história - não sei se lenda ou verdade - de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira defendendo a diferença entre "forma" e "fôrma". Em Portugal, o charme dos "c"s mudos (como em acto) também vai decair.
Claro que do ponto de vista prático, pode ser que muita coisa melhore com essa homogeneização. Mas acontece que a língua é a forma como as pessoas se expressam - e expressam seu modo de pensar, de viver, de entender a existência. Língua tem a ver com cultura, que cada povo tem a sua. Lembremo-nos da "língua brasileira" que queriam os modernistas, para marcar nossas diferenças em relação aos colonizadores (inclusive, facto continuará a ter "c" em Portugal, porque lá, "fato" é roupa). Acho reducionista, absurdo, autoritário e triste estabelecer que tudo terá que ser igual - ainda que diferente do que é hoje.

domingo, 4 de maio de 2008

Cheguei

Caríssimos!
Já estou em Näfels. Não está frio como eu esperava e às 8:00 da noite ainda é claro. É possível ver o degelo descendo pela montanha - que no pico ainda está coberta de neve. Estou num vale com uma dúzia de casas e o asfalto parece um rio, de tão regular. Devo estar numa área rural pq já vi vacas e patos, mas aparentemente é uma cidade-caminho para esquiadores tardios. Grande beijo a todos, mando fotos assim que puder ;)