Quase como a gente
Já que o Felipe passou a bola, aceito e escrevo - aviso que com acentuação à l'ancienne, que eu ainda não aprendi as regras novas...
Eu lembro de um cartum do Quino - sempre ele! - falando sobre diversas culturas: todo mundo tem uma dança típica, uma comida especial, um jeito de demonstrar carinho...O mundo é parecido com a gente. Aí ele adiciona o seguinte: "seremos evoluídos quando dissermos que nós é que somos parecidos com eles".
Em teoria, os ingleses não são nada parecidos com a gente: a comida é diferente, o clima é diferente, o modo de ver TV e ler jornal é diferente. Símbolos que a gente acha comuns, eles não reconhecem: para eles, por exemplo, Páscoa é época de ver narcisos nascendo, não de coelhinhos e muito menos de ovos gigantescos de chocolate. É de dar nó.
Ver TV sem dublagem ou legendas é uma experiência engraçada. Mais engraçado ainda é explicar que no Brasil as novelas tem só oito meses de duração. Para os ingleses, isso é praticamente uma minissérie. Novela boa lá dura vinte anos... no mínimo!
(foi quando eu prometi nunca mais me queixar da Glória Perez. Já imaginou ter que aturar duas décadas de O Clone?)
Mas existem coisas que acabam nos unindo: seja o futebol ou o churrasco no fim de semana (mesmo que o churrasco deles seja composto de kebabs, salsichas e salada), o gosto pelo que é doce ou a incrível capacidade de fazer piada com políticos. No fundo, eles são como a gente, só varia mesmo o cardápio...

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