O mundo começa agora (de novo)
Fidel disse não ao poder. Finalmente largou o osso que havia abocanhado em 1949. Quando eu li a notícia, fiquei com aquela sensação rara e cara de quem está participando da História, com "H". Agora, o que poderia ser considerado o último foco de resistência ao "capitalismo americano" e ao "imperialismo" está tão frágil quanto este velho senhor de mais de 80 anos de idade. Se isso é bom ou ruim, não sei dizer. (Ou melhor, não sei dizer em que medida isso é bom E ruim).
Quando o Muro caiu, em 1989, tive o mesmo impacto. Quando as Torres Gêmeas foram atacadas, tive essa sensação. E agora, de novo.
Resta saber que rumo o mundo vai tomar...

6 Comentários:
Não posso afirmar com certeza, mas acredito que eram os asiáticos (ou algum dos povos asiáticos, se você possui a habilidade de identificar qual é qual) que possuiam o costume de saudar outras pessoas com a frase "que você possa viver em tempos interessantes".
A meu ver, cada um destes fatos que você descreveu são interessantíssimos. Para bem ou mal, são estes fatores que forçam o mundo a girar e seguir seu rumo. Posso parecer um tanto frio, mas são as dificuldades que impulsionam os homens a melhorarem... a pensarem nos próprios atos e nos de seus semelhantes.
Por mais que sinta um frio no estômago em alguns momentos, prefiro abrir uma revista ou uma página da internet e ver que o mundo ainda é mutável. Mesmo nos piores momentos, isso me leva a ter um pouco de esperança... prefiro mil vezes isso a ver que por mais de uma semana, as únicas informações de destaque foram os chavecos que rolaram dentro da casa do Big Brother ou qual modelo/atriz fez um novo transplante de b...
Concordo plenamente! Estes são tempos muito interessantes. E é muito bom que seja assim!
Eu não sei... para mim foi diferente. Quando soube dessa notícia do Fidel só olhei de esguelha e pensei "ah, é?", com o mesmo grau de interese que reservo a qualquer notícia esportiva, ou seja, muito próximo de zero. É como se tivesse demorado tanto para acontecer que passou do ponto e estragou, sabe como é? Não parece mais tão relevante assim. Ele já era um velhinho caquético e meio afastado do poder quando tudo acontteceu.
Se o Chávez, por exemplo, tivesse renunciado, aí sim, seria uma notícia espetacular. É apenas uma impressão, claro, mas a saída do Fidel parece que tem mais relevância para aquela pequena parte que se conserva (ou se diz) socialista e/ou comunista do que para o mundo real. Ainda assim, é mais interessante como assunto de blog do que outras irrelevâncias do cotidiano, embora, sinceramente, para mim tenha o mesmíssimo impacto.
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It's the end of the world as we know it. And I don't know if I feel fine - I guess I don't give a damn!
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