Volta às aulas
Esta semana tive aulas. Sensação estranha, ter aulas. Ficar em uma sala de aula mas do outro lado, olhando alguém falar. Tentei olhar apenas com olhos de aluno, sem lembrar que estou lá muitas vezes.
E então percebi como é complicado ficar lá na frente, tendo o horário para preencher, tendo um monte de olhos sobre você. {Nota: tem uma finlandesa aqui do lado xeretando este post. Não deve estar entendendo nada}.
Primeiras aulas são legais, e é estranho ter aula em janeiro - geralmente a gente começa em fevereiro, engrena depois do carnaval antes de parar na Páscoa.
O tempo aqui oscila entre maravilhosos dias de sol e frio e esplêndidos dias de chuva e frio. Para quem gosta do frio, é uma oportunidade de ouro de usar um monte de casacos.
Em um momento quase "querido diário", sábado fui ao Castelo da cidade com a Carolina. Esta é uma foto tirada do lado de dentro. Eu estou olhando para a Igreja de St. Peter Mancroft. Não me ocorreu tirar uma foto de frente para o castelo.
E aí, todo mundo bem?
Saudades. Ontem estava lembrando de vocês, pensando nas "histórias de tia" que o Darlcio conta. Valeu algumas risadas. Como sempre acontece quando lembro da gente.
Thais -> O Castelo tem uma loja especializada em facas e adagas. Quando quiser presentear o Felipe, diga.
Re -> Que referências você me dá de Auden?
Darlcio -> O time da cidade aqui está na segunda divisão e usa as cores verde e amarela. Um presságio:
Fábio -> Ontem tive uma aula sobre cinema noir e lembrei de você. Tinha um cara de chapéu na aula.
Sinésio -> Brindei à nossa memória, mas não lembro quando.
E então percebi como é complicado ficar lá na frente, tendo o horário para preencher, tendo um monte de olhos sobre você. {Nota: tem uma finlandesa aqui do lado xeretando este post. Não deve estar entendendo nada}.
Primeiras aulas são legais, e é estranho ter aula em janeiro - geralmente a gente começa em fevereiro, engrena depois do carnaval antes de parar na Páscoa.
O tempo aqui oscila entre maravilhosos dias de sol e frio e esplêndidos dias de chuva e frio. Para quem gosta do frio, é uma oportunidade de ouro de usar um monte de casacos.
Em um momento quase "querido diário", sábado fui ao Castelo da cidade com a Carolina. Esta é uma foto tirada do lado de dentro. Eu estou olhando para a Igreja de St. Peter Mancroft. Não me ocorreu tirar uma foto de frente para o castelo.
E aí, todo mundo bem?
Saudades. Ontem estava lembrando de vocês, pensando nas "histórias de tia" que o Darlcio conta. Valeu algumas risadas. Como sempre acontece quando lembro da gente.
Thais -> O Castelo tem uma loja especializada em facas e adagas. Quando quiser presentear o Felipe, diga.
Re -> Que referências você me dá de Auden?
Darlcio -> O time da cidade aqui está na segunda divisão e usa as cores verde e amarela. Um presságio:
Fábio -> Ontem tive uma aula sobre cinema noir e lembrei de você. Tinha um cara de chapéu na aula.
Sinésio -> Brindei à nossa memória, mas não lembro quando.

6 Comentários:
Querido, que bom receber notícias tuas!
Por aqui tudo vai bem, nada de novo no front.
Quanto a WH Auden, ele nasceu no mesmo ano em que Machado morreu, 1908. Faz cem anos este ano. A Inglaterra deve estar em festa... Poeta, é melhor lê-lo para entendê-lo do que receber uma explicação didática.
Então, aqui vai o "Funeral Blues", um de seus poemas mais conhecidos e belos, e um dos primeiros que decorei, ao menos em parte, quando aprendi a "língua bárbara":
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone.
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead,
Put crépe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song,
I thought that love would last forever: 'I was wrong'
The stars are not wanted now, put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
ps: hoje já não sei mais esse poema de cor, mas continuo achando-o lindo, cheio de imagens poéticas poderosas... nos sebos daí, você deve achar livros dele a preços módicos.
ps2: bela foto, hein?
beijos com saudade,
Re
Hey!! Adorei a foto! Com certeza, o lado de dentro é o mais original. Essas paredes não são demais?!?!? Quanto às facas, aham, a coleção é minha, o Felipe só contribui eventualmente.
PS: Notei que vc arranjou acentuação. Êêêêêêêêêêêêê!!!
Essa estória de tirar foto em frente a monumentos estóricos é fruto da influência imposta pelo grupo corporativo dos cartões postais e pela sociedade das tias velhas. A sua foto ficou bem legal e deu pra captar bem sua sensação de "...putz...".
Eu confesso que nem iria escrever nada aqui, mas só para deixar bem claro, a coleção da Thaís é composta pelos itens ocultáveis, enquanto a minha é composta pelos itens intimidadores. Um grande abraço e não dê as costas para a finlandesa... aliás, para nenhum finlandês.
ps: Não tem um mangual ou uma alabarda aí, não? Estes dois estão faltando na minha lista.
ps2: Vocês já descobriram quem é o único engenheiro da lista? A dica do dia é "es-tó-ri-cos". Sem comentários pra mim... depois dessa, só volto a postar em 2009.
Blues Fúnebre
Parem todos os relógios, que os telefones emudeçam.
Para calar o cachorro, um bom osso lhe ofereçam.
Silenciem os pianos, e em surdina os tambores
Acompanhem o féretro. Venham os pranteadores.
Que aviões a sobrevoar em círculos lamurientos
Rabisquem no céu o Anúncio de Seu Falecimento.
Que nas praças as pombas usem coleiras de crepe, em luto,
E os guardas de trânsito calcem luvas negras em tributo.
Ele foi meu norte, meu sul, meu nascente, meu poente.
Foi o labor da minha semana, meu domingo indolente.
Foi meu dia, minha noite, meu falar e meu cantar.
Julguei ser o amor infindo. Como pude assim errar?
Já não me importam as estrelas: fique o céu todo apagado.
Empacotem e embrulhem a lua; seja o sol desmantelado.
Esvaziem os oceanos, do mundo sejam as florestas varridas.
Porque agora, para mim, nada resta de bom nesta vida.
Tradução de Humberto Kawai
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