Vai começar de novo
Estou aqui, em meio a um ensaio para entregar até o fim da semana quando dou uma paradinha para ver as notícias do mundo real.
Abro um site de notícias e um dos destaques é que hoje começa o Big Brother Brasil. De novo, pela oitava vez, em oito anos, os ensolarados janeiros são tomados pela pasmaceira do ócio não-criativo.
Dá preguiça só de imaginar que, em alguns dias, pessoas diferentes das do ano passado vão encarnar os mesmos personagens-tipo de sempre: o fortão, a burrinha, a chorona, o galã, o bonzinho, a pobrezinha que está lá tentando melhorar de vida, o "pegador", a gostosa que quer virar modelo e atriz.
E o Pedro Bial, cuja primeira imagem de que me lembro é na histórica cobertura jornalística da queda do muro de Berlim, vai estar lá, bancando Chacrinha. O que será que a mãe dele, que é psicanalista, deve dizer pra ele nessas horas?
O que será que passa na cabeça das pessoas que, oito anos depois, continuam assistindo a mesma coisa? E quem será que compra o Pay-per-view do Big Brother, além dos parentes dos confinados?
São perguntas muito difíceis de responder. Acho mais fácil voltar pro meu ensaio...
Marcadores: TV

2 Comentários:
Eu já assisti uma vez ao começo do Big Brother. Não dá pra acompanhar,é muita gente, muito u-hu, todo mundo é muito simpático, super do bem, e está emocionado por estar tendo a oportunidade de participar do BBB. E dá-lhe Sônia Abrahão repercutindo cada peido que rola na casa mais famosa do Brasil....
Hoje mesmo, coincidentemente, ouvi a propaganda do BBB e fiquei imaginando: será que o Bial está sendo obrigado a apresentar esse programa ou ele faz por opção? Será que ele olha para trás e se deprime com a decadência? Fiquei pensando se ele é um profissional infeliz com ou se assumiu mesmo o papel de apresentador e dane-se o resto do mundo e da crítica. Lembro-me que a Veja, no ano passado, considerou que um dos micos do ano foi ver o Bial chamar os BBB de heróis...
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