quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Areia, gente, 2008

Em breve estarei na praia também. Mas ela não me incomoda tanto, acho interessante vê-la de vez em quando, uma ou duas vezes por ano. O que me incomoda, não só na praia mas na maioria das situações, é o excesso de pessoas por metro quadrado. A civilidade costuma ser inversamente proporcional ao número de pessoas por metro quadrado, já repararam?

Se eu pudesse ir facilmente a uma praia deserta, eu iria sempre. Infelizmente parece ser impossível viajar a um local deserto nessa época do ano. Certa vez fui a Florianópolis em Novembro. Cidade perfeita, praias vazias, era possível dormir na areia sem medo de ser pisoteado. Voltei para lá no final de Dezembro, a mesma praia estava irreconhecível: mal dava para ver a areia. Pelo menos lá o nível de civilidade não caiu tanto quanto poderia.

Mas a praia serve pelo menos para estudos antropológicos, para travar contato e observar realidades e comportamentos exóticos. Às vezes isso assusta!, mas serve também pra gente não esquecer como o bicho homem é esquisito. Ainda assim, tem gente que gosta de garotos de praia... vai entender.

Bom, se eu não escrever mais neste espaço, é porque fui abduzido. Feliz 2008!

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